Parlamento próximo da sociedade
04/09/2009 | 15:48
Há 187 anos o Brasil declarou sua independência de Portugal. O Grito do Ipiranga, “Independência ou Morte”, foi um grande passo. Mas todos sabemos que a independência de uma pessoa ou País é resultado de um longo processo, não se constrói com um grito, por mais importante ou simbólico que o momento seja.
O sete de setembro marca o nosso surgimento como país independente. Mas, ao declarar a independência de Portugal, o Brasil tornou-se dependente economicamente da Inglaterra e, no século passado, de modo especial a partir do final da Segunda Guerra Mundial, ficou extremamente dependente dos Estados Unidos.
Falar sobre a Semana da Pátria, sobre nossa independência, é falar sobre nosso projeto de nação, sobre o País que queremos para nós e para as futuras gerações. Nosso projeto de nação soberana sofreu enormes percalços, levando inclusive à morte do presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954.
Com tranquilidade, podemos dizer que, nos últimos anos, avançamos muito na direção da soberania nacional e na construção de uma nação melhor para todos. Depois de séculos de história marcados pela dependência externa e pela submissão, nossa presença é cada vez mais reconhecida por todos os países do mundo. Hoje, somos uma referência econômica e política. Começamos a trilhar um caminho de verdadeira independência.
Atualmente, o Brasil é considerado um dos atores mais importantes no cenário internacional. Rompemos com os antigos complexos de inferioridade que nos condenavam a uma mera cópia atrasada do modelo de desenvolvimento dos países ricos. Buscamos nosso caminho de maneira autônoma. Mais do que isso, somos respeitados e interferimos positivamente nas relações que se estabelecem entre outras nações.
Um primeiro compromisso da pátria é o de garantir a vida digna a todo o seu povo. Nos orgulhamos de reduzir significativamente as desigualdades sociais e espaciais em nosso país, resgatando a cidadania de milhões de brasileiros.
Nesse contexto, foi imprescindível reconstituir o Estado brasileiro, que vinha sendo destruído, sucateado e desarticulado por sucessivos governos submissos ao discurso neoliberal, hegemônico dos anos 90. O poder público, que antes era tido como um entrave, hoje tornou-se um indutor e um regulador do desenvolvimento. Por essa razão, o Brasil foi um dos últimos países a entrar e um dos primeiros a sair da crise financeira global. A descoberta das reservas do pré-sal e o novo marco regulatório compõem este cenário de uma segunda independência.
Avançamos muito na direção da soberania nacional e na construção de um país melhor para todos. No entanto, temos ainda inúmeros desafios, como o de consolidar a democracia, para a qual é fundamental a Reforma Política. Como também é central avançar na construção de um modelo econômico que combine produção, distribuição de renda e preservação ambiental.
Que esta Semana da Pátria fortaleça nosso patriotismo e revigore nosso compromisso com a construção de um Brasil mais soberano, democrático, igualitário, justo, solidário, uma nação mais digna para nós e para as futuras gerações.
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
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